sábado, 5 de setembro de 2015

Preciso dizer que te amo!




Estou seguindo o conselho de Drummond – ele exigiu-me em poesia a dizer-te que te amo! que te amo! que te amo! que te amo!...
Cazuza o fez em melodia, alertou-me da urgência.
e todas as minhas telas inéditas saíram a beijar teu rosto. 
Sou o resgate que o amor ainda não exigiu de ti.
Tenho pressa por encaixar-me na tua paz.
Então, diz-me: onde estás?


Ivanilson Martins 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Somos todos miseráveis!

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Uns mais inconscientes que outros, somos todos miseráveis!
Eu invisto na sua e você investe na minha, assim trocamos miséria; usufruímo-las.
Seguir com nossos sonhos de umbigo e nossas crenças sem reflexão, na esperança de algum movimento desses sentimentos perecíveis que carregamos no peito. Amargurar inocências, cavoucar solidão, vigiar juventudes. Lutar contra si por um lampejo ilusório de saciedade, que talvez, nos torne diferentes.

Ivanilson Martins

    

Hoje, todo vácuo renasce com acréscimo.

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Hoje, todo vácuo renasce com acréscimo.
E o poema que há tempos reclamava espaço parece juntar-se à flamejante inconsistência do mundo.
Hoje é dia de solidão.  


Ivanilson Martins 

domingo, 30 de agosto de 2015

Meus quatro cachorros

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Quatro novos olhares se expandiram em mim, foi a vida temperando minha humanidade.
Quatro novos cantos se iluminaram em mim, foi o vento dos meus quintais balançando medos e me arrancando melodias.
Quatro novos motivos ganhei para me mover, foi o amor que vi espelhado no olhar do cachorro.
Quatro novas regras aprendi e somente nós cinco sabemos – que sigam expandindo nossas boas ações.


Ivanilson Martins