quinta-feira, 4 de junho de 2015

Pássaro solitário

Google imagem

Cadê os santos para quem tanto rezei...
Cadê as árvores que plantei...
Cadê revolta...
Medo...
Cansaço...
Desejo...

Me sinto como pêndulo nesse domingo que não finda.


Ivanilson Martins


terça-feira, 2 de junho de 2015

Viva e deixe viver.

Google imagem

Hora, não venha querer me fazer amarrar à cintura um ateísmo que nem você mesmo compreende. Desculpe-me, mas me parece estupidez alguém que não teve ou não entendeu as próprias experiências – aquém do corpo – querer vir diminuir as minhas. Eu acredito em Deus! Dito assim parece uma justificativa e ou uma forma de se diferenciar ou se valorizar, mas é, tão-somente, a minha fala.
Entendo que o “Buda” desse, o “Senhor” deste, o “Jeová” daquele, o “Oxalá” daquele outro são designações distintas em corações distintos. Isso não é problema, ao contrário, é conteúdo para bons debates. Problema é quando você sai de sua designação para desqualificar a minha, de posse de uma soberba e de um pseudocientifiquíssimo, e com cetro de certeza idiota. 
For eu explicar aqui como a fé se manifestou em mim, talvez não o convença, mas está tremeluzindo no meu espírito e me fazendo ver na natureza, por exemplo, as faces do Deus que me escolheu acreditar nele. Escolheu os meandros da arte; as vozes dos amor, e tantos outros arcabouços escondidos dentro de cada um.
Então, talvez o empenho dos ativistas contra a fé do outro, seja procurar dentro de si a sua. Caso não encontre, respeite o sujeito que chora ante a beleza de uma escultura, ante o olhar verdadeiro de uma tela, ante a cena excelsa de um filme, ante o riso driblando a dor da bailarina, ante o bom ator que segura o tempo no palco. Respeite o ser que dá status de música e verso às dores que não consegue explicar. Respeite quem passa uma hora olhando uma rosa. E os que dedicam a vida a cuidar da vida do outro, esteja ela num ser racional ou irracional. Respeite os que escolheram não julgar e, sob toda luta, aceitar, perdoar, agregar... São formas de acreditar em Deus, entendendo Deus como humanidade; como algo que pulula em nós e nos faz seguir este caminho e não aquele; que nos traz a beleza das coisas e, de posse dela, não acharmo-nos superiores. Crer em Deus talvez seja sentar-se sobre o nada e, mesmo assim, frutificar-se.
Neste texto há suposições minhas, não são explicações, doutrinação, recrutamento, julgamento ou tratado da nova ordem religiosa. Mas tenho ficado irritado com pessoas que tentam talhar a todo custo no peito do outro sua forma de ser e pensar. Afinal: “querer ser livre é querer ver livre os outros”. Simone de Beauvoir

Ivanilson Martins

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Caos

Google imagem

Tô tentando encaixar minhas explosões nas liberdades que passam por mim.
Meu tempo não se regra por horas, mas por afetos. Não havendo afeto, o dia não nutre a minha idade.
Corro riscos, pois não me conheço e estou constantemente cavalgando sentimentos.
Torna-te quem tu és.” Disse-me Nietzsche.
Mas preciso tentar ser outro... 
Minhas estrelas dançam à custa de muito caos interior.


Ivanilson Martins

domingo, 31 de maio de 2015

Alfabeto

Google imagem

Graças a Deus me apropriei do alfabeto e – com toda lucidez – monto as palavras possíveis e as impossíveis e descanso poeta num texto só meu.

Ivanilson Martins