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Que me venha a beleza de Phryne através dos dedos, para que
eu possa descrever o sublime horizonte que tem me livrado da morte.
Que tenha eu a voz poderosa de Boadicéia,
para que possa descrever os talos da história com pingos nos is.
Que consiga vencer normas e regras como
Khadijah, para fazer de corações conchas onde guarde amor.
Que saiba, como Joana D’Arc, usar as
ferramentas ideais para condensar o tempo em busca de liberdade.
Como Dandara, quero saber discernir vida e
morte.
E ter a força de Maria Quitéria, ocupar
outro gênero para emancipar o todo.
Ser o outro como Anne Sullivan.
Não ser o outro como Rosa Parks.
Ser do outro como Shere Hite.
Que me seja dado o direito de abraça-las à
ermo num sonho, numa escrita, num momento andrógeno qualquer, entre uma gravata
e um sutiã.
Ivanilson Martins

