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| Ivanilson sem tatuagens |
Ivanilson Martins
Formação: Letras e Jornalismo pela UFPE / Design Gráfico pelo IFPE.
Descrevo-me em dois poemas:
"Eu nunca fui um moço bem-comportado.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramático, intenso, transitório e tenho uma alegria em mim que me deixa exausto.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar todo encolhido abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou".
(Maria de Queiroz)
"Meu mundo não é como o dos outros. Quero demais. Exijo demais. Há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesmo entendo, pois estou longe de ser um pessimista. Sou antes de tudo um exaltado com a alma intensa, violenta, atormentada que não sabe bem onde está e que tem saudade, sei lá de quê".
(Florbela Espanca)
