quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Anos Incríveis

ADORO ESSA SÉRIE!




É imprecionante o tempo que perdemos, ao atingirmos a maturidade, tentando lembrar do nome e fisionomia de pessoas, as quais fazíamos de tudo para agradar em nossa infância - e não conseguimos -, mas existem outras e existem "anos incríveis" que a gente não esquece. 



Ivanilson martins

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Discurso de uma criança canadense na conferência das nações unidas

Gloogle imagem
PENSEI EM ESCREVER SOBRE O MEIO AMBIENTE, MAS REFLITO MINHA OPINIÃO NESTE TEXTO!!!

Olá, sou Seven Suzuki represento a ECO (organização das crianças em defesa do meio ambiente). Somos um grupo de crianças canadenses de 12 a 13 anos, tentamos fazer a nossa parte, contribuir: Vanessa Suthe, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Todo dinheiro que precisávamos para vir de tão longe conseguimos por nós mesmos para dizer que vocês, adultos têm que mudar seu modo de agir. Ao vir aqui hoje não preciso disfarçar meu objetivo – estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder a eleição ou alguns pontos na bolsa de valores. Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar dos incontáveis animais que estão morrendo em todo planeta porque já não têm mais para onde ir. Não podemos mais permanecer ignorados. Hoje tenho medo de tomar sal por causa dos buracos da camada de ozônio. Tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver com meu pai até o dia em que pescamos um peixe com câncer. Tenho conhecimento de que animais e plantas estão sendo destruídas a cada dia, e em vias de extinção.
Durante toda minha vida eu sonhei ver grandes manadas de animais selvagens, florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas, mas, agora eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso. Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade? Todas essas coisas acontecem bem diante de nossos olhos e, mesmo assim continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm. Vocês não sabem como reparar os buracos da camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os salmões das águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. Vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram onde hoje é deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso então, por favor, parem de destruir! Aqui vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas e políticos, mas na verdade, são mães e pais, irmãos e irmãs, tios e tias, e todos são filhos. Sou apenas uma criança, mas e sei que todos pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas e ao todo somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar essa realidade.
Sou apenas uma criança, mas sei que esse problema atinge a todos nós e deveríamos agir como se fossemos um único mundo rumo a um único objetivo. Apesar da minha raiva não estou cega. Apesar do meu medo não sinto medo de dizer ao mundo como me sinto. No meu país geramos tanto desperdício, compramos e jogamos fora; compramos e jogamos fora e os pises do norte não compartilham com os que precisam mesmo quando temos mais do que o suficiente. Temos medo de perder nossas riquezas. Medo de compartilhá-las.
No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimento, água e moradia. Temos relógio, bicicletas, computadores e aparelho de tv. Há dois dias aqui no Brasil ficamos chocadas quando estivemos com crianças que moram nas ruas, ouçam o que uma delas nos contou: “eu gostaria de ser rica e se fosse daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho”. Se uma criança de rua que não tem nada ainda deseja compartilhar porque nós que temos tudo somos ainda tão mesquinhos? Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença, eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somália. Uma vítima da guerra no Oriente Médio ou uma mendiga da Índia. Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar coma pobreza; para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso a Terra seria! Na escola desde o jardim da infância vocês nos ensinaram a sermos bem comportados, vocês ensinaram a não brigarmos com os outros. Resolvermos as coisas bem. Respeitar os outros. Arrumar nossas bagunças. Não maltratar outras criaturas. Dividir e não ser mesquinho. Estão porque vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer? Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferencias e para que vocês estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos dizendo-lhes: tudo ficará bem, estamos fazendo o melhor que podemos. Mas, não acredito que possam nos dizer isso. Estamos sequer na sua lista de prioridades. Meu pai sempre diz: você é aquilo que faz não aquilo que você diz. Bem, o que vocês fazem nos fazem chorar a noite. Vocês, adultos, nos dizem que vocês nos amam, eu desafio vocês. Por favor, façam as suas ações refletirem as suas palavras! Obrigada.

Severn Cullis-Suzuki, canadense e hoje está com 28 anos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Se eu tivesse sido o orador de minha turma...

Gloogle imagem



Bom, assim como Calvin, resolvi inflar ideias fracas, afinal a única academia que já cogitei entrar é a perto de casa vinte reais mensais e vinte e cinco com esteira. Se a oração de formatura de minha turma de design gráfico tivesse sido minha, teria sido bem curta. Não contemplaria os detalhes benéficos que certamente cada um ali tem, pois devo confessar – não fui um estudante somente medíocre, fui um transgressor do conceito de Design e da minha própria imagem, a explicar slides não esmiuçados anteriormente, sequer vistos; a criar campanhas com dois retângulos e um círculo; peças gráficas apenas sustentadas pela oratória do criador. Pergunto-me onde estas estão agora? Talvez em alguma feira amadora servindo como papel de rascunho para a distração das crianças. Fugiria do tradicional recital de frases e poemas enfáticos, bem como das piadas internas e tentaria, ensejado pela vestimenta unitária do grupo, enxergá-los num único plano para então, pretensiosamente, invocá-los.
O adjetivo de Ábia cuja utilidade, sem dúvidas, transcendeu os informes da CGR, seria: observadora, que, dentro de um campo de Girondinos e Jacobinos, conseguiu manter o mito da neutralidade. Mas, não quero seguir uma análise diagnóstica alfabética, pois se assim fosse, João viria depois de mim e, seja em termos de nota ou harmonia social, sempre se deu o contrário. Citaria Amanda e Cristiano como dupla sim, uma vez que seja de longe ou de perto, fui testemunha ocular de bem sucedido pleito. Outras inerências também estariam presentes em minha oração – Luzivan, Thomaz e Wagner – que, como grupo, conseguia manter certa autonomia em relação aos problemas administrativos e didáticos do Instituto. Problemas esses que, confesso, usava como álibi quando me convinha. Quanto a JU-GIL-NAT-MICA-DIGO-MIX-ZÉ-FORMIGA, a beleza e o intelectualismo que os coloca na "Alta-Recife" viam-se em diversos graus e locais, inclusive, para alguns, até em cima das privadas nos banheiros.
Em minha oração não ignoraria pessoas como Pedro, Paulo, Rosali, Évora e Érick que, embora não tenham priorizado o IF naquele momento, seguem com sua mesma positividade de tratar as pessoas quando encontro-lhes. Diria de minha satisfação em conversar com policia e bombeiro no mesmo recinto, sem qualquer policiamento. Agradeceria a Joyce, não só por me ensinar o uso de ferramentas, mas por ensinar-me a aprendê-las, bem como por não compartilhar do bullying do “chiiiiiiiiiiiii” falacioso, emolóide e pseudo - intelectual. Se eu fosse esse orador não citaria aparências com corujas, mas riria da possibilidade; não saberia falar em amizade, já que essa para mim é íntima da convivência, mas admito Clarice quando esta afirma ser a amizade independente da presença física. Lutaria para não ser piegas, no entanto sei da dificuldade, pois apesar da dureza sertaneja: “não há gente oh não, luar como esse do Sertão”.
Embora ratifique a ideia de que ao ministrar uma sala de aula, por vezes, não conseguimos demonstrar nosso verdadeiro potencial, excluiria a parte dedicada aos maestros, para evitar hipocrisias ao citar alguns muitos. Nem as disciplinas, pois isso implicaria numa revisão.
Porém, não me privaria de falar do IFPE, pois este foi recíproco com quem o enxergou como oportunidade e soube absorver sua potencialidade e agora, espero, estejam colhendo os frutos.
Eu sei que: “o Diaaaabo é habilidoooso” e que a “boca é minha”. Minha nossa, prometi que não diria piadas internas. Enfim, ainda bem que quem orou era jornalista de verdade.

 Ivanilson Martins