terça-feira, 4 de outubro de 2011

Acordei essa noite gritando: salvem o meio ambiente.

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À noite, acordei gritando: salvem o meio ambiente!!! 
Acordei com medo: acho que não vamos durar muito por aqui. Por motivos já conhecidos: aquecimento global; desmatamento; tráfico de fauna e flora; desrespeito à natureza...
Muito se fala sobre alta e baixa de valores monetários: “ver a cor do dinheiro”. É o que todos queremos, cada vez mais. Nosso Serrado e nossa Mata Atlântica, verão as próximas gerações? 
Qual é nossa parte nesse caos ambiental? Sabemos?
As agruras da seca no NE são constantemente associadas à natureza, mas suas costumeiras consequências estão no descuido humano. Alguns países estão acelerados no chamado “fim do mundo” que, com muito pesar, creio, virá por via ambiental. 
Nosso lixo já ultrapassou nossos corpos – não estamos mais respirando.
Estou com medo! Sustentabilidade tem que ser lei, cada vez mais.
Ah, tivesse as religiões - em sua gênese - dito: "é pecado desperdiçar água, comida, desmatar... em cada hectare de terra preservado, cada objeto reciclado, cada árvore plantada e rio despoluído nos aproximamos de Deus". Teríamos agora outras posturas, assim como temos: preconceitos, hipocrisias e discriminações.

        Estou realmente com medo. Se o poder que vigora em meu mundo é o monetário: não tenho quase nenhum.
Ivanilson Martins

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Minhas Pretensões sobre o Amor.

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Amor é um sentimento único. Não existem tipos de amor – existe amor.
Se representado por pontos ortográficos, o Amor estaria entre aspas sempre seguido de reticências.
Eu não faço amor com o corpo do outro, faço sexo.
Não trato bem meu avô só porque o amo, mais porque o respeito.
O amor que temos pelo ídolo confunde-se com admiração.
Não nego meus desejos por amor a Deus e sim por medo de sua representação religiosa.
Não celebramos matrimônio por amor, mas por convenção.
O Amor não é eterno, a amizade sim. Ele pertence a todos os signos.
Não é baseado em rótulos, raças ou vantagens.
O Amor descrito em músicas e literatura é multifacetário e tem lógicas extremamente pessoais de quem compõem e de quem houve.
Muitos problemas que temos é por falta de Amor, outros tantos por má interpretação deste, ou seja, não existe amor negativo, ele é essencialmente bom – daí o perigo da frase “te amo pra sempre” dita com os pés colados ao chão. Exige-se de quem ama o mínimo de flutuação.
Fulano não matou sicrano porque o Amor acabou, mas porque esse nunca existiu.
Não existem receitas de amor – não acredite em livros ensinando como amar – existem verdades aprendidas sem intensão de aprendizado, estas são: Amor.
Amor não é fruto proibido ou exclusivo de A ou B; pode parecer piegas, mas é verdade – ele está mais no olhar que em palavras (flutue para entender) e não tem nada a ver com sexo.
Todos nós podemos falar de Amor ele é de classificação livre e sem necessidade de explicação e não é refém da presença física, pois existe uma essência conectando os espíritos de quem ama.
O Amor me faz não temer a morte ou a velhice. Não sei como, mas, existe algo maior que o corpo e a vida e este algo está sob o controle do Amor – de alguma forma me sinto protegido por amar.
Quando digo que amo – espero ser compreendido assim.
Meu grande amigo clandestino em sua felicidade, se suspeitar que seja de você que falo, responda, pois o Amor também é humano precisa de reciprocidade. Ademais de vir de um poeta num corpo de um ariano.

Ivanilson Martins

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Estatística de Ivan para 70 anos:




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Para os imbecis que acham que alimentam o rei imaginário de seu espírito pobre.

Estatística de Ivan para 70 anos:

- Nos dez primeiros anos não entendemos quase nada da vida, somos completamente dependentes dos adultos e estes, por sua vez, completamente dependentes do dinheiro, ou seja, somos dependentes do dinheiro.
- Dos dez aos quinze já temos consciência do poder do dinheiro em nossa sociedade e em todas as outras, então criamos nossos cofres imaginários e começamos a luta para enchê-los e torná-los reais.
- Dos quinze aos dezoito já somos fantoches da sociedade em relação a: aparência (não importa entendê-la e nem qual seja, mas tem que ser a da maioria); sexualidade (temos para todos os gostos): a ortodoxa – você pode usufruir limitadamente, desde que – entre muros – impostos pela panaquice religiosa que impera em qualquer subdesenvolvimento e, tais muros, podem ser os criados por nós ou pela sociedade. A bilateral – você tem prazer das formas: convencional com o sexo oposto, ou a marginal com o mesmo sexo e, neste caso, deverá procurar alternativas caso ainda esteja na fase: tenho desejo, mas não tenho coragem. A avassaladora – sei o que sou, mas não me encaixo em nenhum paradigma anterior e como sou um produto da filosofia estúpida da necessidade de aceitação, eu jogo na cara de todos minha estirpe anômala, desconsiderando o fato de que a não-aceitação também é um direito e só torna-se um problema quando se configura em exclusão e depreciação.
Mas, sempre existe a possibilidade de, estando insatisfeito, “COMER, REZAR, AMAR”, lógico, se você tiver dinheiro.
- Dos dezoito aos trinta não existem mais tantos esconderijos, pois nossa sociedade carcereira, ku klux klan, elitista infantil e pobre de espírito começa a nivelá-lo pelo tamanho do seu pênis, sua cor, o recheio de sua garagem, seu conhecimento: Capitu traiu? e, lógico, sua conta bancária.
- Dos trinta aos quarenta você aproveita pressionado sua juventude, pois nós temos prazo de validade e os quarenta é o anúncio do limite, depois você terá que recorrer a medicamentos para deixar o pau em pé e, se você for da sexualidade ortodoxa, pode comemorar por pegar sempre os que estão na fase anterior desde que, lógico, você tenha dinheiro. Se for das outras dependerá ainda mais dele.
- Dos quarenta aos sessenta você começa a apelar para sexo, pois este é o antidepressivo e ditador mais eficaz de todos – dois mil anos no poder e sete bilhões de dependentes – apela para a saúde e: TENHA PLANO, pois em país subdesenvolvido – boa saúde é artigo de luxo e, só tem quem tem dinheiro.
- Dos sessenta aos setenta você junta todos os pombos que puder já que eles serão sua única companhia, desde que você tenha milho para jogar para eles e – para tanto se exige: DINHEIRO.   

Essa é lógico uma visão artificial e pessimista de uma pessoa desestimulada, mas antes de tudo – uma pessoa.

ivan