terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tenho tido inveja dos que não se importam

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Tenho tido inveja dos que não se importam, dos que passam pelo desamor sem lamuria ou interrogações.
Queria não importar-me, mas me importo.
Eu queria não me importar tanto. Acho que o importar-se é uma imposição criteriosa e eu me encaixo em todos os critérios.
Não sou tão bom nem tão mal, mas em importar-se sou excessivo.
Não é que me importe sempre com algo útil, mas me importo. Meus motivos de importância nem sempre os exponho, mas me importo.
Imagine quão magnifico deve ser caminhar por uma rua sem a menor importância de nada, ou melhor – sem obrigatoriedade de importância. O não olhar, o olhar demais, meu olhar, o do outro. Eu estou no outro? E o outro está em mim? Queria poder dizer: E-U N-Ã-O M-E I-M-P-O-R-T-O!
E...
Qual mundo me cabe? As estrelas são mesmo representações de cada poeta no mundo?
Não quero me importar se o vento espalha-se em tristezas por mim ou se o mamão engorda ou não. Meu amigo ainda é crível em essência para mim? 
Quando um poema nasce em mim?
Queria um mundo paralelo onde eu não me importasse com absolutamente nada...
Quais consequências tem esse desejo?
Como gostaria de não importar,
Mas eu me importo.

Ivanilson Martins

sábado, 29 de outubro de 2011

Peneirando o Tempo.

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Quando não é suficiente a vida recorro à literatura numa necessidade absurda de acolhimento, pois sou muito triste às vezes.
Carregado de sentimentos me sobreponho a minha própria identidade tentando através das palavras defini-la.
Não me venham com corpo, suores e sussurros – ou qualquer outra limitação – quero esquecer um pouco de nossa mediocridade em comum.
Preciso agora da liberdade vocal de Bob Marley; dos caminhos feitos para serem atravessados. Levanto-me com o mesmo corpo, mas numa estrutura ideológica pulsante.
Quero me vangloriar e ser melhor que você nisso para que naquilo possa ser superado, mas traga consigo poemas e garra; insatisfação e espírito, pois tô com tanta vontade de gritar: não sou daqui. Se não for para gritar comigo não venha.
Solidão é o caminho que divide o que podemos ou não disfarçar e esconder.

Ivanilson Martins

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quando acabou a bateria do MP4.

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Passada essa fase terrestre estava nosso amigo frente a um ser guia – possuidor de muitos nomes aqui – e este fez-lhe a seguinte observação: aqui temos três departamentos: os que não tiveram oportunidade de fazê-lo; os que preocuparam-se apenas com o material, desejos do corpo e aparência e os que direcionaram seus esforços também para o espírito, enfrentando por vezes, os pobres de espírito que nem aqui aparecem. Você está aqui para evoluir!
        Foi um papo que ouvi de uma senhora para um jovem no ônibus, ela o alertava para olhar para as pessoas com amor, pois os desejos sexuais não podem prevalecer sobre tudo, afinal eles pertencem apenas ao corpo e estimular somente isso em nós é limitação, afinal quando evoluímos da fase corpo o que resta para quem seja apenas sexo 24 horas por dia?
ACHEI MUITO VERDADEIRO!!!

Ivanilson Martins