sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Obra de arte

Google imagem


Obra de arte foi aquela que fez-se nua e me amparou quando me joguei nas internalidades que não se mostravam.
Na luz do dia movi todos os músculos que dominava – assim vivo.
Vivo como alguém que se move ante o que me desentristece e ante o que entristece: poetizo. Sou o louco que não responde chamados, mas os ouve e os atende sem mostrar o rosto.


Ivanilson Martins  

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Aquela imagem



Google Imagem
Meus mares aflitos, minhas luas petulantes, meu sol morboso não desbotam aquela imagem.
Meu mundo está parado naquela imagem.
Meu tempo segue esperando passar aquela imagem.
Meus sonhos estão esmagados por aquela imagem.
Minha alma é o ventre daquela imagem.
Meu lado humano rebentara à luz daquela imagem.
Meus astros, Meu mundo, Meu tempo, Meus olhos, Minh’ alma, Minha humanidade...
Estamos mortos também...
Somos aquela imagem!


Ivanilson Martins  

sábado, 5 de setembro de 2015

Preciso dizer que te amo!




Estou seguindo o conselho de Drummond – ele exigiu-me em poesia a dizer-te que te amo! que te amo! que te amo! que te amo!...
Cazuza o fez em melodia, alertou-me da urgência.
e todas as minhas telas inéditas saíram a beijar teu rosto. 
Sou o resgate que o amor ainda não exigiu de ti.
Tenho pressa por encaixar-me na tua paz.
Então, diz-me: onde estás?


Ivanilson Martins