Na terceira
cerveja eu ainda achava vir do outro o vazio que em mim cresce sem fronteiras,
sem horizontes e sem dimensões.
Quando
pedi a primeira dose de Whisky, de cachaça, jurava ser do outro o leme da angústia que consome
meus encantos.
Enquanto
exalava cigarro, os versos da música tocada procuravam espaço nas marcas de meu
rosto ébrio.
Quando
me faltou senso, reinventei-o. Linguagens novas contornaram meu discurso e
aprendi a ouvir sem precisar entender.
Entre
um isolamento e outro, fui percebendo ser de alma essa febre sem fim; essa
sede; e que há um vão abrasado dentro de mim.
Quando perdi
o caminho de casa, passei a ter valor para a fábrica invisível das letras; fui
arrastado ao mundo poético - sem volta!
Ivanilson
Martins
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