Ultrapassei a superfície cotidiana e agora me sinto só.
Há vozes lá fora, palavras repetidas querendo que eu saia e me filie às sentinelas do que é concreto, mas nasci com a vestimenta do ilógico.
Eu nasci para abrigar cachorros.
E amar quem não me ama.
Os medos que eu sinto somente eu posso vencer.
Quando falho em dizer, as notas do Fado me abrigam, como quando parei sob a lua se aproximando do meu quintal, deixei que me impelisse à poesia, nem sabia: me chamava.
Ivanilson Martins

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