terça-feira, 22 de setembro de 2015

William Wilberforce

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E todos aplaudiam pelo fim do comércio de seres-humanos, aplaudiam fortemente, com todas as forças. Multiplicavam-se para aplaudirem mais e mais alto. E quando estavam exaustos de aplaudirem, simplesmente pararam ante o fim de uma venda impossível de crer – existira até então.
Mas, ele, ele não se levantara em nenhum momento; as forças de que dispusera, enfim cederam, e ele pôde estar sentado sem inventar vozes para os mesmos argumentos, esses, agora, traspassavam ouvidos e mentes, solidificavam-se em leis.
Ele pôde, tão-somente, olhar-se e ver-se: branco ou negro; pôde deixar-se em paz e estar quieto, por alguns instantes, antes da próxima luta que já lhe tocava o ombro.

Ivanilson Martins


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Quero dizer-te algo

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Vou dizer aqui – em poesia – tudo que não posso dizer a ti.
Quero dizer-te que o vento convidou-me para dançar, calou-me os pensamentos e tornou-me assecla de um outro sonho.
E rodopiei como rodamoinho por esses versos que te escrevo.
Quero ver-te como meu, visse.
Quero ouvir-te rir em meu interior e que teu riso aja como trampolim à minha alma e ao meu ser alegre.


Ivanilson Martins 

domingo, 20 de setembro de 2015

Lágrimas de homem

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Que mais me resta, ademais de altear canetas...
Que faço com essa tarde se não tenho coragem de abrir caminho ao carro desgovernado, há tempos vasculhando estradas dentro de mim...
E o amanhã é tão imenso, como cabe em versos curtos, ainda velados...
Triste demais saber que existe um peito tão perfeito aos meus lamentos, mas mimetizado em outras paisagens.
Onde enterrar minhas lágrimas de homem, incolores?
Que faço com meus lamentos antes de se tornarem noturnos...
À noite sou mais infeliz!

Ivanilson Martins