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E todos aplaudiam
pelo fim do comércio de seres-humanos, aplaudiam fortemente, com todas as
forças. Multiplicavam-se para aplaudirem mais e mais alto. E quando estavam
exaustos de aplaudirem, simplesmente pararam ante o fim de uma venda impossível
de crer – existira até então.
Mas, ele, ele não se
levantara em nenhum momento; as forças de que dispusera, enfim cederam, e ele
pôde estar sentado sem inventar vozes para os mesmos argumentos, esses, agora,
traspassavam ouvidos e mentes, solidificavam-se em leis.
Ele pôde,
tão-somente, olhar-se e ver-se: branco ou negro; pôde deixar-se em paz e estar quieto,
por alguns instantes, antes da próxima luta que já lhe tocava o ombro.
Ivanilson Martins

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