quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

É melhor não imaginar...


Gloogle imagem


Pensando dobre o amor e a relação a dois vi que existem disparidades, pois o primeiro é atemporal, nunca é tarde para ele e aquilo tudo que já foi mais do que falado. Mas e a relação a dois? Essa sim é temporal e com prazo de produtividade marcado – haja vista que pessoas ultrapassam diversos limites para trocar fluidos corporais – eu nunca senti essa necessidade exacerbada por sexo ou relação amorosa, mais que isso, sempre achei repugnante e infantil tal dependência, mas agora admito certa coerência nisto. É preciso correr contra o tempo – digo isso sem nenhuma intenção de terrorismo – nosso corpo também se completa no do outro.
Sendo otimista em relação à vida...
Se meu outro só resolver aparecer aos 70?
Minha nossa!
Imagina a limitação de tal encontro: não poderemos correr um para o outro, uma vez que nossas pernas mal suspenderão nosso corpo flácido; não poderemos dar aquele beijo, pois faltarão dentes e nem poderão ser tão doces, pois nessa idade uma hiperglicemia pode ser fatal. E a música de fundo deve ser alta e nítida para atender tal carência de boa audição. Nem um poderá carregar o outro como naquele filme encontrado na sessão dos clássicos fora de catálogo; o caminhar deve ser cronometrado, a visão bem expansiva e o ritmo lento – nem ouso falar do depois – ele é cada vez menos depois.
Sei que o que temos por dentro supera inúmeras dificuldades e no espírito eu me garanto, mas – vou procurar apertar um pouco o passo em algumas coisas.

Ivanilson Martins


Um comentário:

ECILDA disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, EU ACHO QUE VOU APERTAR O Passo também.