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Num silêncio
movediço,
a noite acenava ao
meu desespero.
Eu
tentava amarrar os cadarços das emoções;
Fechava
os olhos;
Apertava
os pulsos sob o lençol.
–
Sou covarde!
–
Lança-me a outra curva.
Quando
abri os olhos, demorei a captar a normalidade;
Do
incenso caíam as últimas cinzas;
Minha
respiração ofegante já cobria silêncio
–
Sou meu único desafio, agora.
Ivanilson
Martins

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