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Ela baila sozinha
em meio àquele universo florido.
Qual ritmo
acompanha...
Apenas
o sol passa por ela, posto que, até a típica aragem campesina de fim de tarde,
abandonou aquele jardim.
Suas cores se
repetem em todas as outras, em redor.
A diferença está
mesmo no bailado, cujo ritmo parece vir de dentro de si, da terra onde a
plantaram, talvez.
E
qual será seu nome...
Alguém se ocupa de
irrigá-la...
Talvez seja ela a
única viva entre flores mortas.
A única que o solo
não retém.
Apenas
nela há beleza...
Será por que
desprendeu-se do corrente...
Talvez aquele
bailado seja herético.
Ou, talvez, seja só
o vento balançando poesia.
Ivanilson Martins

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