terça-feira, 26 de maio de 2015

Ela baila sozinha em meio àquele universo florido.

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Ela baila sozinha em meio àquele universo florido.
Qual ritmo acompanha...
Apenas o sol passa por ela, posto que, até a típica aragem campesina de fim de tarde, abandonou aquele jardim.
Suas cores se repetem em todas as outras, em redor.
A diferença está mesmo no bailado, cujo ritmo parece vir de dentro de si, da terra onde a plantaram, talvez.
E qual será seu nome...
Alguém se ocupa de irrigá-la...
Talvez seja ela a única viva entre flores mortas.
A única que o solo não retém.
Apenas nela há beleza...
Será por que desprendeu-se do corrente...
Talvez aquele bailado seja herético.
Ou, talvez, seja só o vento balançando poesia.

Ivanilson Martins


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