terça-feira, 5 de maio de 2015

Momento

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Hoje acordei tão livre que a vontade era sair nu pelas ruas, com gritos e braceados insanos. A liberdade era tanta em mim, que quase vomitei. Era como se todos os órgãos quisessem desatar, livres também. E meu rosto era tão verdadeiro que tive medo de me expor, frente às pessoas, pois, essas me veriam como nunca antes me viram.
A liberdade não precisa ser grandiosa. Às vezes, expressa-se num ato anônimo, como o de cantarolar baixinho, abrindo bem devagarzinho o interior, e esse sim pode ser gigante.
Mas a minha era grandiosa, exaltada, e foi em letras que explodira. E me pus a escrever como se aprendesse ali a língua portuguesa. E até a minha essência pessimista, até essa acompanhou minha liberdade, como um rio desencontrado, mas poético. E tudo quanto fosse inerte tornou-se fulgurante.
Ivanilson Martins




Um comentário:

Banda Tempestade Tropical disse...

Um desabafo e tanto. A liberdade é algo tão especial, tão desejada, mas seu uso pode ser fatal.