quarta-feira, 20 de maio de 2015

Eu acredito num mundo que não se vê!

Renoir

Esse texto num tem nada com crença ou ideologia, num tira nada de ninguém, nem acrescenta – é apenas um poema.
Nem digo Deus, mas quem não acredita em um algo maior, sei lá, um mundo invisível – não parou algumas vezes para entender suas formas materiais na terra e no universo.
As frutas, as verduras, hortaliças e grãos, são as representações mais próximas que temos desse algo.
E temos os animais, da pequena formiga à gigantesca baleia. Como o texto é meu, quero citar alguns preferidos: cachorro, tartaruga, coelho, pato, arara, golfinho, pinguim, carneiro e porco.
Há a flora, gente, como alguém pode viver sem perceber nas árvores e flores, pelo menos uma vez, seu lado maior, sua forma discreta de tocar-nos. Eu que não ouso passar por um girassol sem, de alguma forma, agradecer por enxergar e sentir aquilo.
Respeito e lamento aos que não podem, de alguma forma, disfrutar disso, mas os mares e os rios só podem ser de Deus. Não é só ciência aquilo não – é belo demais. É meu ansiolítico.
E a água acabando com a sede; o vento desabando sobre nosso calor; os risos das crianças, verdadeiras reservas de humanidade e inocência – pego a maior briga por elas.
Num tenho a menor ideia de por que resolvi escrever isso agora, se por natal, ano novo, sei lá. Saiu como uma necessidade, como saem-me os poemas.
Desculpa qualquer coisa, mas: eu acredito num mundo que não se vê!
Ivanilson Martins


Nenhum comentário: