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| Renoir |
Esse texto num tem nada com crença ou
ideologia, num tira nada de ninguém, nem acrescenta – é apenas um poema.
Nem
digo Deus, mas quem não acredita em um algo maior, sei lá, um mundo invisível –
não parou algumas vezes para entender suas formas materiais na terra e no
universo.
As
frutas, as verduras, hortaliças e grãos, são as representações mais próximas
que temos desse algo.
E
temos os animais, da pequena formiga à gigantesca baleia. Como o texto é meu,
quero citar alguns preferidos: cachorro, tartaruga, coelho, pato, arara,
golfinho, pinguim, carneiro e porco.
Há
a flora, gente, como alguém pode viver sem perceber nas árvores e flores, pelo
menos uma vez, seu lado maior, sua forma discreta de tocar-nos. Eu que não ouso
passar por um girassol sem, de alguma forma, agradecer por enxergar e sentir
aquilo.
Respeito
e lamento aos que não podem, de alguma forma, disfrutar disso, mas os mares e
os rios só podem ser de Deus. Não é só ciência aquilo não – é belo demais. É
meu ansiolítico.
E
a água acabando com a sede; o vento desabando sobre nosso calor; os risos das
crianças, verdadeiras reservas de humanidade e inocência – pego a maior briga
por elas.
Num
tenho a menor ideia de por que resolvi escrever isso agora, se por natal, ano
novo, sei lá. Saiu como uma necessidade, como saem-me os poemas.
Desculpa
qualquer coisa, mas: eu acredito num mundo que não se vê!
Ivanilson Martins

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